Domingo, 24 de Outubro de 2021
Geral Pará

Sespa capacita profissionais para evitar transmissão de ISTs da gestante para o bebê

O evento foi direcionado a profissionais da Região Metropolitana de Belém que atuam em contato direto com os recém-nascidos

07/10/2021 às 18h55
Por: Pará1 Fonte: Secom Pará
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Foto: Reprodução/Secom Pará
Foto: Reprodução/Secom Pará

A Secretaria de Estado de Saúde Publica (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Aids (IST/Aids) e Hepatites Virais, realizou nesta quinta-feira (07), em Belém, o treinamento para manejo clínico da sífilis, HIV e hepatites B e C para as maternidades. A atividade tem como objetivo capacitar quanto ao manejo adequado nos cuidados para evitar a transmissão vertical dessas doenças, atualizando os profissionais sobre os protocolos para redução de riscos de infecção em recém-nascidos.

O auditório do Nível Central da Sespa recebeu profissionais para uma capacitação essencial a mães e bebês
O auditório do Nível Central da Sespa recebeu profissionais para uma capacitação essencial a mães e bebês - (Foto: José Pantoja / Ascom Sespa)

Ocorrido no auditório do Nível Central da Sespa, o curso foi direcionado aos profissionais da Região Metropolitana de Belém que atuam nas maternidades em contato direto com os recém-nascidos, como enfermeiros, médicos neonatologistas e farmacêuticos. Voltada também aos profissionais de municípios que compõem o Projeto “Sífilis Não”, como Marabá, Belém, Marituba, Bragança e Parauapebas -, a atividade ainda chamou a atenção dos participantes para o Dia Nacional de Conscientização à Sífilis - 16 de Outubro.

Andréa Miranda, coordenadora de IST/Aids
Andréa Miranda, coordenadora de IST/Aids - (Foto: José Pantoja / Ascom Sespa)
A coordenadora estadual de IST/Aids, Andréa Miranda, frisou a relevância do treinamento. “Esse evento é importante para a qualificação dos profissionais que atuam junto às gestantes que tenham testado positivo pra sífilis, HIV e hepatites, para que possam aplicar os protocolos clínicos disponibilizados pelo Ministério da Saúde”, disse Andréa Miranda.

Incentivo ao diagnóstico- Durante todo o dia da capacitação houve debates e orientações para qualificar os profissionais sobre o manejo adequado, a importância das notificações dos casos à vigilância em saúde e construção das metas para o controle da transmissão vertical do HIV, sífilis e hepatites B e C nas parturientes atendidas na linha de cuidado em maternidade localizadas no Pará. Destacou-se, ainda, o incentivo ao diagnóstico correto, oferta oportuna de tratamento e vinculação da paciente à rede assistencial e adesão ao tratamento. 

Ao discorrer sobre o tema “Rastreio das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) na admissão para o parto”, a enfermeira e biomédica Hildemar Fernandes, técnica da Sespa, explicou sobre a importância das ofertas dos testes para o diagnóstico do HIV, sífilis e hepatites B e C nas parturientes para definição das condutas adequadas e prevenção da transmissão vertical.

Hildemar Fernandes, técnica da Sespa
Hildemar Fernandes, técnica da Sespa - (Foto: José Pantoja / Ascom Sespa)

Ela frisou ainda a importância do papel da maternidade, considerada como a última oportunidade para o diagnóstico e tomada de medidas adequada para a prevenção de ISTs. Hildemar Fernandes destacou ainda a importância do tratamento adequado no momento da maternidade, seguindo as diretrizes dos protocolos instituídos pelo Ministério da Saúde. 

“O apoio ao pré-natal e ao puerpério necessita de integração para trabalharmos em conjunto e melhorarmos a saúde materna e infantil em se tratando do risco de transmissão vertical das ISTs. Mas o momento mais importante e de maior risco é durante o parto, daí a importância de se agir nessa ocasião. Quando o bebê nasce, é preciso que tome imediatamente as medicações caso esteja sob alto risco, por exemplo, gerado de mulheres que não tiveram a oportunidade de ter o diagnóstico de HIV durante a gestação e somente descobriram na hora do parto”, explicou a técnica da Sespa. 

Secretário Romulo Rodovalho (e) e o diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, Denilson Feitosa
Secretário Romulo Rodovalho (e) e o diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, Denilson Feitosa - (Foto: José Pantoja / Ascom Sespa)
Durante a capacitação, o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, acompanhou a discussão de um dos temas e agradeceu o empenho dos profissionais na programação. “Alguns vieram de municípios mais distantes, como Santarém (na região Oeste), e estão com a missão de replicarem, em seus espaços de abrangência, as informações recebidas nessa atividade. Estou confiante na resolutividade desse processo, que tem como objetivo eliminar as infecções sexualmente transmissíveis, da mãe para o bebê, como problema de saúde pública no Pará. Por isso, vamos trabalhar para garantir aos cidadãos uma vida livre destas infecções”, enfatizou o secretário. 

Contaminação e tratamento- Segundo informações do Ministério da Saúde, as ISTs são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, e transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada, ou da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou amamentação.

Quanto ao HIV é necessário iniciar o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com medicamentos antirretrovirais e acompanhamento nos Serviços de Atenção Especializado (SAE), visando à boa adesão ao tratamento. A medida melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão. O atendimento, o diagnóstico e o tratamento são todos gratuitos nos serviços do SUS.

A transmissão do HIV ocorre no contato com sangue ou fluidos infectados. Entre mãe e filho, a transmissão pode ocorrer durante a gestação, no momento do parto ou na amamentação. Para evitar, é necessário iniciar o tratamento com medicamentos antirretrovirais com urgência. Em gestações planejadas e acompanhadas por profissionais de saúde, o risco de transmissão da mãe para o filho é menor que 2%.

A hepatite C é causada por um vírus (HCV), que provoca inflamação do fígado. A transmissão se dá pelo contato com sangue contaminado, por via sexual e por transmissão vertical (da mãe para o filho).

Na maioria dos casos, a forma aguda da doença não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico e o início do tratamento. Como consequência, 60 a 85% dos casos se tornam crônicos e 20% evoluem para cirrose.

Por Mozart Lira (SESPA)
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